Se virando na Califórnia – dirigindo e abastecendo

Se você está planejando uma viagem para os EUA e está desesperado(a) com a ideia de dirigir lá, calma, vou tentar esclarecer o maior número de dúvidas neste post que tive antes de ir pra lá.
De início, vale ressaltar que toda a referencia para o texto será a experiência que tive na Califórnia.
Quando comecei a planejar a minha viagem para a Costa Oeste, sabia que precisaria rodar praticamente tudo de carro, então comecei a visitar alguns blogs com dicas de aluguel de carro e abastecimento lá. A maioria dos blogs nacionais era sobre Florida, os que tratavam sobre Califórnia cabem numa mão e não eram completos, tive que ir por associação quase.

Primeiro de tudo: para dirigir lá você não precisará de uma habilitação internacional. Isso porque o nosso alfabeto é o mesmo que o deles, então só as nações com alfabetos diferentes que devem possuir a versão traduzida lá.

 
1ª dica: se você se deparou com o site rentcars.com FUJA! Sério! Eu estava cotando entre a decolar.com e eles, pois todo dia quase o valor mudava dos dois. Acabou que o valor deles era um pouco menor em relação a decolar, porem as parcelas possíveis também (a quantidade de parcela no decolar também muda quase diariamente, ficando sempre entre 3, 6 e 10 vezes).
Quando decidimos fechar, as parcelas de ambos estava em 3 e o valor da renovará estava pouca coisa menor, o que muda assim que você vai para a área de pagamento. Todo o valor que eles expõe é para o pagamento no boleto, e você só descobre o valor real quando vai para a página final.
Como no escopo do contrato eles aduziam que estava praticamente tudo incluso, faltando apenas um valor em dólar para pagar na agência do aeroporto de lá, acabamos escolhendo a empresa. E que bosta.
2ª dica: a bosta foi que ao chegarmos na agência, além da atendente ser extremamente mau caráter, descobrimos que na Califórnia tem um seguro obrigatório de US$12,80 por dia por carro alugado. Se você escolher não pagar esse seguro e for parado pela polícia, levará multa.
Digo que a atendente foi mau caráter pois colocou um monte de seguros e taxas que eram opcionais contra a nossa vontade. Quando ela me entregou o novo contrato com um valor exorbitante, surtei e fui falar com a gerente dela. Finalmente alguém que sabia lidar com o cliente! Até a gerente se assustou com o tanto de coisa que a atendente tinha colocado no contrato. A diferença final foi quase US$ 120 A MENOS!
Outra diferença ficou pela opção que também foi preenchida contra nossa vontade de abastecer com a gasolina da locadora quando retornassemos o carro. A gasolina deles está US$4,25 enquanto na cidade chegamos a pagar US$2,70.
3ª dica: como faltavam 3 dias para eu completar 25 anos, a atendente “amorzinho” colocou a taxa a mais para otoristas com a idade menor que essa. Sim, se você tiver menos de 25 anos e quiser alugar um carro lá, pagará um seguro a mais. O problema estava justamente na parte em que todos os contratos foram feitos no nome da minha mãe, que tem o dobro dessa idade e que iria dirigir por lá no começo, enquanto eu ficaria encarregado dos mapas e roteiros.
Ao conversar com a gerente, esse foi o primeiro seguro a cair fora.
4ª dica: aqui você aluga o carro vendo a fotinho do modelo, mas isso não significa que chegando lá será exatamente esse que você pegará. Mas calma, isso pode ser uma coisa boa.
Na verdade você paga o carro pela categoria: compacto, econômico, standard, esportivo, etc..
assim que estiver com o contrato em mãos, irão te encaminhar para o pátio da locadora, onde você poderá escolher qualquer carro da categoria. Você pode abrir porta, ver painel, ver porta malas, tudo.
Assim que escolher o carro, é só colocar as coisas dentro, entrar e se encaminhar para a saída. Sim, não precisa justificar nada pra ninguém nessa hora. Mas na saída terá um guichê onde outro atendente verificará todos os documentos e te liberará para rodar. Hora de botar o pé na estrada.

ABASTECENDO

A primeira vista o meio como abastecer o carro pode causar insegurança, porque é diferente de como fazemos no Brasil, mas de novo, não precisa ficar assim.
1º passo: você tem que saber qual o lado fica o tanque do seu carro, lá as bombas variam de lugar. Se você parar do lado contrário, a mangueira não alcançará o tanque. Trampo e tempo perdido.
2º passo: decorar o número da bomba onde você parou.
3º passo (esse é mais uma dica do que um passo): separe “apenas” US$15 para abastecer. Lá a gasolina não é vendida por litro como aqui, e sim por gallon (galão) e em cada galão há 3,8 litros. Decore essa medida, porque você usar bastante lá. Escolhendo um valor assim, você terá noção do quanto abastecer pelo resto da viagem.
O preço médio que pagamos pelo galão na Califórnia foi de US$2,80. Tem diferença de valor se você pagar no cartão (mais caro) e se pagar no dinheiro (mais barato).
4º passo: com o dinheiro em mãos, vá até o caixa da loja de conveniência do posto, diga o número da sua bomba e quanto quer abastecer.
P.S.: nos EUA os impostos são embutidos na hora do pagamento e não no preço mostrado, mas isso não acontece com a gasolina, que por lá é isenta de impostos desse gênero.
5º passo: agora pode ficar meio confuso. Volte para sua bomba, tire a mangueira e escolha qual tipo de gasolina você quer: regular, plus ou premium. Serão de 3 a 4 botões como o da imagem abaixo, é só apertar e o valor escolhido lá dentro aparecerá no visor da bomba. Pronto, só abastecer.


6º passo: se o tanque encheu antes do valor pago, não precisa se dsesperar, você não perdeu o dinheiro restante. É só voltar no caixa, informar o número da bomba, o que ocorreu e eles te devolverão o troco.
Em Los Angeles encontramos um posto na Franklin Ave. que contava com frentistas, mas foi o único na viagem inteira.

DIRIGINDO

PLACAS

Quando morei em Los Angeles em 2010, tinha apenas 18 anos e dependia de transporte público, carona e em alguns casos, bicicleta. Não tinha noção de como era o trânsito lá, então pra essa vez, fui procurar.
Li em vários lugares alertando sobre o trânsito caótico de Los Angeles, tanto sobre a forma em que os motoristas dirigem, quanto sobre os engarrafamentos. Nesse último, se você está acostumado com a cidade de São Paulo, será a mesma coisa lá, vai se sentir em casa.

Ped Xing:

Essa eu sabia lá de 2010. Quando avistar essa, significa que há travessia de pedestres, logo, você deve respeitar os jogos que estão a pé.

Faixa da direita APENAS para entrar na via a direita:

Se você está na faixa da direita e se deparar com uma placa dessa, bom amigo, você deverá virar à direita.

Virar à direita mesmo com o farol vermelho:
Mas fique atento porque não são em todos os cruzamentos que essa manobra é permita, nesse caso terá a placa advertindo

Virar à esquerda mesmo com o farol vermelho:
Puta que pariu, essa é a pior. Escutei um outro turista gritar IT’S A FUCKING CHAOS, e é. Se imagine numa avenida de mão dupla. Você está na faixa da esquerda e quer fazer a conversão para a rua a sua esquerda, mas o final fecha, tem uma placa com a seta para esquerda acima da faixa e todos atras de você começam a buzinar. Carros vêm na outra direção. Você pede benção ao Pai e vai (com o maximo de segurar que você conseguir), porque é isso que eles fazem lá. Caos.

HOVER ou CARPOOL

istock

Nas rodovias e grandes avenidas a faixa da extrema esquerda é exclusiva para os carros que transportam duas pessoas ou mais (sim, motorista incluso). Então se você está viajando acompanhado(a) pode ir para lá sem medo.

Faixa da direita nas rodovias:


Essa pode ser um pesadelo leve, aquele de tomar um sustinha rápido. Na Califórnia a faixa da espxtrema direita, em 90% dos casos, leva a uma saída

PEDÁGIOS

Não encontramos! \o/
Não há pedágios de Los Angeles para Las Vegas e nem de Los Angeles para San Francisco (pela 101).

As informações mais específicas de cada caminho ficarão para os próximos posts, então curta a pagina no facebook e siga no Instagram.

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